Acumulações Discricionárias Extremas Em Ambientes de Recessão: Uma Análise Comparativa Entre Brasil e Estados Unidos

Autores

  • Sérgio Jurandyr Machado Secretaria de Política Econômica
  • Sérgio Ricardo Martins INSPER - Instituto de Ensino e Pesquisa
  • Victor Kortenhaus Miranda INSPER - Instituto de Ensino e Pesquisa

Resumo

A literatura sobre gerenciamento de resultados está usualmente focada no comportamento oportunista dos gestores que objetivam, por exemplo, incrementar o lucro (ou reduzir o prejuízo) de uma dada empresa. Não obstante, a interferência do gestor pode reduzir o valor do resultado e, se extrema, uma acumulação discricionária negativa caracteriza o que se convencionou denominar big bath, ou seja, uma tentativa de reduzir o impacto de eventuais acumulações discricionárias positivas do passado e/ou facilitar a obtenção da lucratividade mínima estipulada para o próximo período. Nesse sentido, o artigo procurou demonstrar que as acumulações negativas escalonadas pelos ativos tornam-se mais robustas durante uma retração da atividade econômica. Para calcular tais cumulações, foram utilizados modelos de regressão, cujos parâmetros foram estimados via mínimos quadrados ordinários (MQO) para uma amostra de 473 empresas de capital aberto, distribuídas entre o setor manufatureiro do Brasil e o dos Estados Unidos. Testes de hipóteses para a média do valor absoluto do primeiro quartil permitem concluir que a acumulação discricionária negativa no período de contração (2009) é estatisticamente diferente daquela calculada para o período de expansão econômica (2007).

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Publicado

2012-12-20

Como Citar

Machado, S. J., Martins, S. R., & Miranda, V. K. (2012). Acumulações Discricionárias Extremas Em Ambientes de Recessão: Uma Análise Comparativa Entre Brasil e Estados Unidos. Journal of Accounting, Management and Governance, 15(3). Recuperado de https://revistacgg.org/contabil/article/view/494

Edição

Seção

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