Determinantes da Estrutura de Capital das Empresas que Compõem o Índice Small Caps da B3

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51341/1984-3925_2019v22n2a5

Palavras-chave:

Estrutura de Capital, Trade-off, Pecking Order.

Resumo

Objetivo: O estudo objetivou analisar os determinantes do endividamento de curto (ECP) e de longo prazo (ELP) das empresas que compõem o Índice SMLL da B3, a fim de identificar qual teoria, trade-off ou pecking order, melhor descreve o comportamento destas empresas.

Método: Foram empregados modelos de dados em painel, tendo como variáveis explicativas a rentabilidade, o risco, o tamanho, a liquidez corrente, o crescimento e a tangibilidade dos ativos.

Relevância: O estudo destaca-se por analisar a adequação das teorias sobre estrutura de capital ao contexto de empresas de menor capitalização, listadas em bolsa de valores de um país emergente.

Resultados: Nos resultados apontou-se que, a rentabilidade e a liquidez corrente apresentaram uma relação negativa com o ECP, enquanto as variáveis tamanho, crescimento e tangibilidade apresentaram uma relação positiva com esta variável. No longo prazo, as variáveis rentabilidade e tangibilidade apresentaram uma relação negativa com o ELP e, as variáveis risco e tamanho apresentaram uma relação positiva com essa medida de endividamento.

Contribuições teóricas: A contribuição teórica do estudo reside no apontamento de que, no curto prazo, a teoria da pecking order mostrou-se mais adequada para descrever a escolha do nível de endividamento, enquanto para o endividamento de longo prazo, não houve predomínio de uma teoria.

Contribuições para a gestão: No campo prático, o estudo contribui ao apontar a relação entre diferentes variáveis e a decisão de endividamento, sendo tal conhecimento útil para uma tomada de decisão mais assertiva pelos investidores e gestores.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Gabriel Augusto de Carvalho, Mestrando no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - CEFET/MG.

Mestrando em Administração no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - CEFET-MG. Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG (2016).

João Eduardo Ribeiro, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - CEFET-MG

Mestrando em Administração no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - CEFET-MG. Graduando em Administração de Empresas na Universidade Federal de Minas Gerais. Possui graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Viçosa - UFV (2014).

Hudson Fernandes Amaral, Professor Titular do Centro Universitário Unihorizontes - BH/MG.

Professor Titular do Centro Universitário Unihorizontes - BH/MG. Desenvolveu Estágio Sênior e Pós-Doutorado junto a Université Paris Sud 11, na França e junto ao ISEG/UTL, em Portugal. Doutorado em Sciences de Gestion - Université Pierre Mendès France - ESA - Grenoble II - França (1994).

Referências

Bastos, D. D., & Nakamura, W. T. (2009). Determinantes da estrutura de capital das companhias abertas no Brasil, México e Chile no período 2001-2006. Revista Contabilidade & Finanças, 20(50), 75-94. DOI: 10.1590/S1519-70772009000200006.

Brito, G. A. S., Corrar, L. J., & Batistella, F. D. (2007). Fatores determinantes da estrutura de capital das maiores empresas que atuam no Brasil. Revista Contabilidade & Finanças-USP, 18(43), 9-19. DOI: 10.1590/S1519-70772007000100002.

Canh, N. T., Liem, N. T., & Son, T. H. (2017). Determinants of capital structure of listedfirms in Vietnam: a quantile regression approach. Journal of Economic Development, 24 (2), 114-131. DOI: 10.24311/jed/2017.24.2.07.

DeAngelo, H., & Masulis, R. W. (1980). Optimal capital structure under corporate and personal taxation. Journal of Financial Economics, 8(1), 3-29. DOI: 10.1016/0304-405X(80)90019-7.

Driscoll, J. C.; & Kraay, A. C. (1998). Consistent Covariance Matrix Estimation with Spatially Dependent Panel Data. Review of Economics and Statistics, 80(4), 549-560. DOI: 10.1162/003465398557825.

Durand, D. (1952). Costs of debt and equity funds for business: trends and problems of measurement. In: Conference on Research in Business Finance, 215-262.

Eid Junior, W. (1996). Custo e estrutura de capital: o comportamento das empresas brasileiras. Revista de Administração de Empresas, 36(4), 51-59. DOI: 10.1590/S0034-75901996000400006.

Gaud, P., Jani, E., Hoesli, M., & Bender, A. (2005). The capital structure of Swiss companies: an empirical analysis using dynamic panel data. European Financial Management, 11(1), 51-69. DOI: 10.1111/j.1354-7798.2005.00275.x.

Góes, G. A. (2018). Obstáculos ao financiamento de pequenas e médias empresas por meio do mercado de ações no Brasil. Dissertação de mestrado, Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, SP, Brasil.

Jensen, M. C. (1986). Agency costs of free cash flow, corporate finance, and takeovers. The American Economic Review, 76(2), 323-329. DOI: 10.2139/ssrn.99580.

Jensen, M. C., & Meckling, W. H. (1976). Theory of the firm: Managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics, 3(4), 305-360. DOI: 10.1016/0304-405X(76)90026-X.

Mateev, M., Poutziouris, P., & Ivanov, K. (2013). On the determinants of SME capital structure in Central and Eastern Europe: A dynamic panel analysis. Research in International Business and Finance, 27(1), 28-51. DOI: 10.1016/j.ribaf.2012.05.002.

Matias, F., & Serrasqueiro, Z. (2017). Are there reliable determinant factors of capital structure decisions? Empirical study of SMEs in different regions of Portugal. Research in International Business and Finance, 40, 19-33. DOI: 10.1016/j.ribaf.2016.09.014.

Miller, M. H. (1977). Debt and taxes. The Journal of Finance, 32(2), 261-275. DOI: 10.1111/j.1540-6261.1977.tb03267.x.

Modigliani, F., & Miller, M. H. (1963). Corporate income taxes and the cost of capital: a correction. The American Economic Review, 53(3), 433-443.

Modigliani, F., & Miller, M. H. (1958). The cost of capital, corporation finance and the theory of investment. The American Economic Review, 48(3), 261-297.

Myers, S. C. (1984). The capital structure puzzle. The Journal of Finance, 39(3), 574-592.

DOI: 10.1111/j.1540-6261.1984.tb03646.x.

Myers, S. C., & Majluf, N. S. (1984). Corporate financing and investment decisions when firms have information that investors do not have. Journal of Financial Economics, 13(2), 187-221. DOI: 10.1016/0304-405X(84)90023-0.

Nakamura, W. T., Martin, D. M. L., Forte, D., Carvalho Filho, A. F. D., Costa, A. C. F., & Amaral, A. C. (2007). Determinantes de estrutura de capital no mercado brasileiro: análise de regressão com painel de dados no período 1999-2003. Revista Contabilidade & Finanças-USP, 18(44), 72-85. DOI: 10.1590/S1519-70772007000200007.

Ozkan, A. (2001). Determinants of capital structure and adjustments to long run target: evidence from UK company panel data. Journal of Business Finance and Accounting, 28(1), 175 – 199. DOI: https://doi.org/10.1111/1468-5957.00370.

Perobelli, F. F. C., & Famá, R. (2003). Fatores determinantes da estrutura de capital para empresas latino-americanas. Revista de Administração Contemporânea, 7(1), 9-35. DOI: 10.1590/S1415-65552003000100002.

Prazeres, R. V., Sampaio, Y. S. B., Lagioia, U. C. T., Santos, J. F., & Miranda, L. C. (2015). Fatores determinantes do endividamento: um estudo empírico no setor de telecomunicações brasileiro. Contabilidade, Gestão e Governança, 18(2), 139-159.

Rajan, R. G., & Zingales, L. (1995). What do we know about capital structure? Some evidence from international data. The Journal of Finance, 50(5), 1421-1460. DOI: 10.1111/j.1540-6261.1995.tb05184.x.

Sant’Ana, C. F., & Silva, T. P. (2015). Fatores determinantes da estrutura de capital de empresas brasileiras de tecnologia. JISTEM: Journal of Information Systems and Technology Management, 12(3), 687-708. DOI: 10.4301/S1807-17752015000300010.

Scott Jr, J. H. (1976). A theory of optimal capital structure. The Bell Journal of Economics, 7, 33-54. DOI: 10.2307/3003189.

Tarantin Junior, W., & Valle, M. R. (2015). Estrutura de capital: o papel das fontes de financiamento nas quais companhias abertas brasileiras se baseiam. Revista Contabilidade & Finanças, 26(69), 331-344. DOI: 10.1590/1808-057x201512130.

Titman, S., & Wessels, R. (1988). The determinants of capital structure choice. The Journal of Finance, 43(3), 1-19. DOI: 10.2307/2328319.

Tristão, P. A., & Dutra, V. R. (2012). Fatores que influenciam na estrutura de capital das empresas listadas na Bovespa. Revista de Administração da UFSM, 5(2), 309-320. DOI: 10.5902/198346596279.

Vo, X. V. (2017). Determinants of capital structure in emerging markets: Evidence from Vietnam. Research in International Business and Finance, 40, 105-113. DOI: 10.1016/j.ribaf.2016.12.001.

Wooldridge, J. M. (2011). Introdução à econometria: uma abordagem moderna. São Paulo: Cengage Learning.

Publicado

2019-08-31

Como Citar

Carvalho, G. A. de, Ribeiro, J. E., & Amaral, H. F. (2019). Determinantes da Estrutura de Capital das Empresas que Compõem o Índice Small Caps da B3. Journal of Accounting, Management and Governance, 22(2), 227–242. https://doi.org/10.51341/1984-3925_2019v22n2a5

Edição

Seção

Artigo científico (Seção de Gestão e Contabilidade de Empresas Privadas & do Terceiro Setor)

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)