Agrupamentos dos Perfis da Contabilidade Gerencial no Brasil

Autores

  • Fábio Frezatti FEA/USP

Resumo

Otley (1994) enfatiza que, num ambiente cada vez mais volátil e incerto, os instrumentos preditivos, de planejamento, deveriam proporcionar condições para as organizações atuarem de maneira mais eficiente na controlabilidade de seu futuro. Dessa maneira, em teoria, cada vez mais existiria oportunidade para o uso dos instrumentos gerenciais. Scapens (1994), desde longa data, tem persistido em uma discussão muito significativa sobre o distanciamento entre a teoria e a prática nas pesquisas sobre a contabilidade gerencial. A sua motivação para a continuidade do tema está relacionada com a perspectiva de que o nível de incerteza poderia e deveria ser diminuído pela disponibilização de informações. Hansen, Otley e Van der Stede (2003) corroboram o exposto por Scapens no que diz respeito à distância entre teoria e prática. Em outras palavras, o tempo tem passado e a questão ainda continua importante e não resolvida. Ao contrário, questiona-se o fato de que a contabilidade gerencial foi desenhada para as grandes empresas apenas. Nas salas de aula, os professores ensinam que as organizações têm que contar com vários tipos de recursos para manter as suas vantagens competitivas, as quais são fatores importantes para o sucesso. Estes recursos são compostos por uma grande variedade de elementos, tais como sistemas de informação, conceitos econômico-financeiros, modelos e estruturas organizacionais. Esse conjunto, melhor detalhado na seqüência deste trabalho, será denominado COMPONENTES, os quais afetam as práticas gerenciais. Nesse sentido, em termos de foco do presente estudo, as organizações de médio e grande porte são tratadas, dado que as organizações de pequeno porte apresentam uma série de dificuldades em termos de obtenção de informações confiáveis. A pergunta de pesquisa que direciona este trabalho é a seguinte: qual o nível de aderência que as empresas brasileiras de médio e grande porte têm em relação ao arcabouço teórico dos elementos da contabilidade gerencial? Nessas condições, a pesquisa teve como objetivo estudar o mercado brasileiro, especificamente as empresas de médio e grande porte, no que se refere à existência dos COMPONENTES referenciados pelos autores que tratam da contabilidade gerencial, mensurando a intensidade de sua utilização, denominado no texto de nível de aderência, para classificar as empresas de acordo com seus perfis de utilização.

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Biografia do Autor

Fábio Frezatti, FEA/USP

Professor livre docente em Ciências Contábeis no Departamento de Contabilidade e Atuária da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo– FEA/USP

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Publicado

2009-10-20

Como Citar

Frezatti, F. (2009). Agrupamentos dos Perfis da Contabilidade Gerencial no Brasil. Journal of Accounting, Management and Governance, 8(1). Recuperado de https://revistacgg.org/contabil/article/view/169

Edição

Seção

Articles